Algar aposta em hiperpersonalização com IA para ganhar competitividade

Durante o Painel Telebrasil 2026, Luiz Alexandre Garcia, presidente da companhia, afirma que a inteligência artificial já reduz falhas operacionais e amplia conversão em vendas.

Brasília, 19/05/26 – Há tempos a Algar vive uma transformação que vai além das telecomunicações e se posiciona como uma provedora de soluções de digitalização. Ao participar do Fireside Chats no Painel Telebrasil 2026, o presidente do Conselho da Algar, Luiz Alexandre Garcia, explicou que a companhia quer usar inteligência artificial para aprofundar sua estratégia de regionalização e hiperpersonalização no atendimento a clientes corporativos e residenciais. “A empresa mudou de nome justamente pela visão de futuro. Deixou de ser Algar Telecom para ser apenas Algar.”

Com atuação em 16 estados brasileiros e 62% da receita concentrada no mercado B2B, a Algar aposta em equipes regionais para atender demandas locais e entende que a IA permitirá elevar esse modelo a um novo patamar. “A hiperpersonalização faz com que estejamos mais próximos e entendamos como gerar valor para toda a cadeia dos nossos clientes”, afirmou Garcia. Segundo ele, o objetivo é usar a IA para antecipar necessidades e customizar soluções, tanto no segmento corporativo quanto no mercado B2C, incluindo aplicações em 5G e serviços digitais.

Internamente, a Algar já utiliza IA em operações voltadas à eficiência e atendimento. O executivo citou o uso do “Billy”, ferramenta interna que, de acordo com ele, resolve mais de 70% dos problemas de billing antes que eles cheguem ao cliente. Outro exemplo mencionado foi um assessor virtual de vendas que elevou a conversão em mais de 20% das abordagens comerciais e reduziu em mais de 50% o tempo das interações. “A IA vem para transformar de forma positiva. Mas é também uma evolução cultural”, disse. A empresa criou um centro interno dedicado à disseminação do uso de IA entre os associados, como a companhia chama seus funcionários.

Garcia destacou, no entanto, que o avanço da hiperpersonalização ainda depende da evolução da governança e da qualidade dos bancos de dados das empresas. “Sabemos que os bancos de dados precisam ser atualizados e formatados adequadamente para se chegar à hiperpersonalização”, afirmou. Para ele, esse será um dos caminhos para enfrentar a crescente competitividade do setor de telecomunicações.

Ao comentar o ambiente regulatório, o executivo elogiou a atuação da Anatel nos últimos anos, citando medidas como a migração de concessões, o uso de recursos do Fust para conectividade em escolas e o leilão da faixa de 800 MHz. Defendeu, porém, que o setor continue avançando em simplificação regulatória e combate à informalidade. “Precisamos continuar tendo um órgão regulador eficiente, ágil e simples”, afirmou. Segundo Garcia, o mercado brasileiro tem mais de 16 mil prestadoras de serviços de telecomunicações, e práticas irregulares acabam gerando prejuízos para toda a cadeia.

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